O ex-guitarrista do Iron Maiden, Dennis Stratton, comentou o documentário Iron Maiden: Burning Ambition e afirmou que o longa dedicou pouco espaço aos primeiros anos da banda. Em entrevista ao canal Paulieflix, no YouTube, o músico classificou o resultado como “um pouco triste” nesse aspecto. Stratton participou da estreia mundial do documentário, realizada em Londres no início de maio, e disse que conseguiu assistir ao filme duas vezes. Segundo ele, a produção funciona bem como introdução à história do Iron Maiden, mas acabou acelerando demais o período inicial do grupo.
“É fantástico para os fãs, mas para mim é um pouco triste que tenham passado tão rápido pelos primeiros dias da banda”, afirmou o guitarrista. “Trabalhamos muito naqueles dois primeiros álbuns e acho que eles ficaram muito bons.”
O músico também comentou a forma como o documentário retrata a fase do vocalista Blaze Bayley no Iron Maiden. Segundo Stratton, a narrativa dá a entender que a entrada de Blaze marcou automaticamente uma queda na trajetória da banda, algo com o qual ele disse não concordar. “Parecia que, quando o Blaze entrou, tudo começou a desandar. E não foi assim”, declarou. “Ele teve a responsabilidade de assumir o lugar do Bruce Dickinson, o que já era uma tarefa enorme.”
Dennis Stratton integrou o Iron Maiden entre 1979 e 1980 e participou do álbum de estreia da banda, Iron Maiden, lançado em 1980. O guitarrista contribuiu para músicas como Phantom of the Opera, Running Free e Iron Maiden. Em outro trecho da entrevista, Stratton relembrou o processo de gravação do disco de estreia e afirmou que o trabalho foi registrado rapidamente, sem grande preparação prévia. Ainda assim, destacou a importância do álbum para sua carreira.
“Foi tudo feito muito rápido, mas é incrível fazer parte desse disco”, comentou. “Mais de 40 anos depois, ele continua relevante.”
O documentário “Iron Maiden: Burning Ambition” estreou nos cinemas em maio de 2026 e acompanha os 50 anos de carreira da banda. A produção conta com entrevistas de integrantes do grupo, fãs e músicos convidados, como Lars Ulrich, Javier Bardem e Chuck D. Apesar das críticas de Stratton, integrantes atuais do Iron Maiden afirmaram que optaram por não interferir editorialmente na produção. Bruce Dickinson declarou recentemente que a intenção era permitir uma visão externa sobre a trajetória da banda, enquanto Steve Harris ressaltou que o filme “não foi feito pela banda”, mas sim “sobre a banda”.
