O vocalista norueguês Roy Khan revelou novos detalhes sobre seu aguardado primeiro álbum solo, previsto para o início de 2027. Conhecido por seu trabalho à frente do Kamelot entre 1998 e 2011 e atualmente integrante do Conception, o cantor afirmou que o novo trabalho busca resgatar parte da sonoridade que marcou sua passagem pela banda norte-americana. Em entrevista ao Interview Under Fire, Khan explicou que o disco está sendo produzido por Sascha Paeth, nome fundamental na construção da identidade sonora de álbuns clássicos do Kamelot, como The Fourth Legacy, Karma, Epica e The Black Halo. O produtor também é conhecido por trabalhos com Avantasia, Epica e Angra.
Segundo Roy, a ideia do projeto é unir elementos característicos de sua trajetória musical.
“Este álbum será… quero dizer, é inevitável que seja uma mistura de Conception e Kamelot, já que faço parte da composição e de todas as letras e vocais. Mas estou tentando capturar o som que o Kamelot tinha enquanto eu estava na banda. Essa é a ideia.”
Além de Paeth, o álbum conta com coprodução de Caio Kehyayan, da banda Firewing, e Adrienne Cowan, vocalista do Seven Spires. O guitarrista Bill Hudson também participa do processo de composição. Khan destacou a importância das colaborações no desenvolvimento das músicas. “Há certas coisas em que sou muito bom, e outras em que não sou tão bom. Eu toco guitarra e piano, mas não sou tecnicamente avançado o suficiente para escrever essas músicas da maneira que deveriam ser.” O cantor afirmou ainda que o processo criativo aconteceu em sessões isoladas de composição, prática que ele já utilizava durante os tempos de Kamelot ao lado do guitarrista Thomas Youngblood. “Sempre foi assim. Quando trabalhei com Thomas, nós íamos para as montanhas ou encontrávamos algum lugar onde pudéssemos nos isolar. É muito importante conseguir focar de verdade ao compor.”
Outro reencontro marcante para o músico foi com o tecladista e produtor Michael Rodenberg, conhecido como “Miro”, parceiro de longa data de Sascha Paeth nas produções do Kamelot. “Foi muito legal. Foi a primeira vez que vi Miro em 18 anos ou algo assim. Nos encontramos no pequeno café onde sempre jantávamos, e foi super agradável.”
Musicalmente, Roy Khan garantiu que o disco seguirá dentro do universo do metal melódico, mas com espaço para atmosferas mais leves e introspectivas.
“Definitivamente será metal. Essa é uma das razões pelas quais amo esse gênero: a melancolia e as guitarras pesadas. É um ‘must-have’. Mas também estou caminhando para o lado mais brilhante e leve da vida em algumas músicas.”
Parte do repertório reúne ideias antigas que nunca chegaram a ser utilizadas em trabalhos anteriores. “É uma boa mistura de material novo e antigo. E também material antigo que foi modificado e alterado de alguma forma.”, explica. Roy Khan deixou o Kamelot em 2011 após enfrentar um período de esgotamento físico e mental. Desde então, retomou as atividades com o Conception, lançando o EP My Dark Symphony em 2018 e o álbum State Of Deception em 2020. Em 2024, voltou aos palcos brasileiros para celebrar os 20 anos de The Black Halo em apresentações especiais realizadas em São Paulo e Porto Alegre.
Enquanto isso, o Kamelot segue em atividade com o vocalista sueco Tommy Karevik, que assumiu oficialmente os vocais da banda em 2012.
