O baixista e empresário do Sabaton, Pär Sundström, voltou a responder às críticas de quem interpreta as músicas da banda como uma celebração da guerra. Em entrevista ao canal metal.de, o músico afirmou que o grupo utiliza o heavy metal como ferramenta para contar histórias reais e destacou que a proposta sempre foi preservar a memória de acontecimentos históricos, e não glorificar conflitos.
Segundo Sundström, o Sabaton prefere abordar fatos já consolidados pela história em vez de comentar acontecimentos atuais ou especular sobre o futuro.
“Cantamos sobre história. A história já aconteceu, está definida e moldou o mundo em que vivemos, para o bem ou para o mal. Não podemos mudá-la, mas podemos mudar o futuro”, afirma.
O baixista revelou ainda que muitas das histórias transformadas em músicas surgiram por indicação dos próprios fãs. De acordo com ele, o público frequentemente apresenta episódios históricos pouco conhecidos, que passam a ser pesquisados pela banda e, eventualmente, acabam inspirando novas composições.
Ao comentar as críticas que o Sabaton recebe por abordar guerras em seu repertório, Sundström afirmou que muitas pessoas interpretam equivocadamente a proposta do grupo. “Algumas pessoas não entendem o Sabaton. Acham que gostamos de guerra ou que lucramos com ela, mas é exatamente o contrário. Se todas as guerras acabassem hoje, seria melhor para nós. Já existe material suficiente na história da humanidade para contar. Cada novo conflito significa menos pessoas para quem tocar.”
O músico comparou o papel da banda ao de instituições dedicadas à preservação da memória histórica. “Existem os livros de história, existem os museus e existe uma banda de heavy metal. Todos cumprem, de formas diferentes, a função de contar o que aconteceu no passado. O que está acontecendo agora não é o nosso foco”, explicou.
A entrevista acontece em meio à divulgação da segunda etapa europeia da The Legendary Tour, marcada para abril e maio de 2027. A turnê promove o álbum Legends, lançado em outubro de 2025, que reúne canções inspiradas em personagens históricos como Joana d’Arc, Napoleão Bonaparte, Júlio César, Miyamoto Musashi e Aníbal.
Fiel à proposta que consolidou sua carreira, o Sabaton continua apostando em músicas baseadas em batalhas, personagens e acontecimentos históricos, trabalho desenvolvido com o apoio de pesquisadores ligados ao Sabaton History Channel, projeto criado pela banda para aprofundar o contexto histórico de suas composições.
