Prika Amaral rebate críticas sobre mudanças na formação: “Me chamam de ‘Prika Mustaine’, mas isso é muito raso”

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Prika Amaral em performance no Summer Breeze 2024 (Foto: Gustavo Diakov / @xchicanox)

Lançado recentemente, “Slave Machine” marca uma nova fase na trajetória da Nervosa. Mantendo praticamente a mesma formação que gravou “Jailbreak” (2023), o novo álbum vem recebendo avaliações positivas da crítica especializada e do público, consolidando um momento de maior estabilidade para a banda após anos de frequentes mudanças no line-up.

Em entrevista ao jornalista Marcelo Vieira para a edição #291 da revista ROADIE CREW, a guitarrista e vocalista Prika Amaral comentou as críticas que costuma receber pelas constantes trocas de integrantes e contestou a ideia de que as mudanças seriam resultado de uma postura centralizadora de sua parte.

“É tudo muito complexo, porque existe vida fora da banda e nem sempre podemos explicar tudo para não invadir a privacidade de quem saiu. Cada ex-membro teve um motivo diferente; é sempre um conjunto de coisas, nunca um fator só”, afirmou.

A guitarrista também criticou as especulações que surgem nas redes sociais sempre que ocorre uma mudança na formação da Nervosa. Para ela, parte do público simplifica situações complexas e insiste em responsabilizá-la por todas as saídas. “As pessoas mudam de opinião, e isso faz parte. O pessoal precisa parar de inventar teorias e me culpar por tudo. Me chamam de ‘Prika Mustaine’ e coisas do tipo, mas isso é muito raso. É um trabalho como qualquer outro: ninguém tem o mesmo emprego ou o mesmo parceiro a vida toda, então por que na música seria diferente? Esse estigma de ser sempre a culpada já deu.”

A comparação faz referência a Dave Mustaine, fundador do Megadeth, conhecido por ter comandado diversas reformulações na formação da banda ao longo das décadas.

Prika também ressaltou que, embora seja a única integrante remanescente da formação original e fundadora da Nervosa, as decisões sobre os rumos da banda são tomadas em conjunto. Segundo ela, profissionalismo e comprometimento seguem sendo requisitos indispensáveis para qualquer músico que faça parte do grupo. “Todo mundo ali abre mão de muita coisa e faz sacrifícios pessoais, então se uma pessoa não entrega o que deve, isso vira desrespeito com as outras. Como somos um grupo, todo mundo precisa estar no mesmo nível de dedicação”, concluiu.

Desde sua fundação, em 2010, a Nervosa passou por diversas reformulações em sua formação. Atualmente, a banda vive um dos períodos mais estáveis dos últimos anos, refletido na continuidade da equipe responsável por “Jailbreak” e “Slave Machine”, discos que representam uma nova fase criativa para o quarteto brasileiro de thrash/death metal.

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